quarta-feira, 29 de janeiro de 2025

Ritual para Enlouquecer seu inimigo com Exu Rei das Sete Encruzilhadas

 

Ritual de Enlouquecimento com Exu Rei das Sete Encruzilhadas



Cenário: Um espaço reservado em um terreno externo, longe de olhares curiosos. Há uma mesa forrada com uma toalha preta e vermelha, com elementos típicos da Quimbanda: velas, bebidas e símbolos sagrados.

Preparação do Ritual:

  1. Materiais na mesa:

    • Um boneco de cera preparado com ervas específicas para confundir a mente, como arruda (para afastar clareza) e quebra-pedra.
    • Sete alfinetes negros.
    • Um prato com farofa, dendê e pimenta, como oferenda a Exu.
    • Uma garrafa de cachaça aberta.
    • Charuto ou cigarro.
  2. Ponto Riscado:
    No chão, o praticante desenha com giz branco um círculo de proteção com um tridente no centro, representando a força de Exu Rei das Sete Encruzilhadas. Ele posiciona velas nos quatro cantos do ponto.

  3. Chamada à Entidade:
    O praticante, com um tom de reverência, invoca:
    “Laroiê, Exu Rei das Sete Encruzilhadas! Senhor dos caminhos e das decisões, aquele que vê e sabe. Venha nesta noite receber minha oferenda e escute meu pedido. Traga confusão à mente de [nome da vítima], feche seus caminhos, atormente seus pensamentos e tire-lhe a paz!”

  4. Ação no Boneco:
    O boneco é colocado sobre o ponto riscado, e o praticante o unge com azeite de dendê, dizendo:
    “Como eu unto este boneco, assim unto a mente de [nome da vítima] com confusão. Que a sua clareza se dissolva como azeite ao vento.”

    • O praticante espeta os alfinetes na cabeça do boneco e diz:
      “Cada espinho é uma dúvida, cada ponto é um tormento. Que você, [nome da vítima], perca a paz, se confunda e viva em constante perturbação!”
  5. Entrega da Oferenda:
    O praticante coloca a farofa, a cachaça e o charuto sobre o ponto riscado e acende as velas, oferecendo tudo a Exu Rei das Sete Encruzilhadas:
    “Exu, receba esta oferenda e realize o meu pedido. Que os caminhos de [nome da vítima] se fechem e sua mente se perca. Laroiê, Exu! Salve sua força!”

  6. Descarte:
    O boneco, após o ritual, é levado para uma encruzilhada e deixado lá com parte das oferendas. O praticante pede licença ao Exu da encruzilhada, deposita o boneco e as velas queimadas, e agradece dizendo:
    “Laroiê, Exu! Meu respeito a todos os caminhos abertos e fechados. Que assim seja feito!”

  7. Encerramento:
    Ao voltar para casa, o praticante toma um banho de descarrego com sal grosso e arruda para se limpar de energias residuais.

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