Mostrando postagens com marcador Exu. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Exu. Mostrar todas as postagens

sábado, 18 de janeiro de 2025

Passo a Passo para Entregar os Caixões de um trabalho no Cemitério

 

Passo a Passo para Entregar os Caixões no Cemitério

1. Preparação Antes de Ir ao Cemitério

  • Banho de proteção: Antes de sair de casa, tome um banho com ervas de proteção, como arruda, guiné ou alecrim, para fortalecer sua energia e se proteger contra influências negativas.
  • Materiais necessários:
    • Os caixõezinhos com os bonecos.
    • Velas (preferencialmente pretas, vermelhas ou brancas, dependendo do foco do ritual).
    • Cachaça ou outra bebida para oferenda.
    • Um maço de cigarros, se desejar reforçar o pedido com fumaça (opcional).
    • Pó de pemba ou sal grosso para riscar pontos de proteção, se necessário.

2. Entrada no Cemitério

  • Horário: Realize a entrega durante a madrugada ou à noite, preferencialmente em horários de menor movimentação. A energia da Calunga Pequena é mais intensa nesses períodos.

  • Oração de licença: Antes de cruzar o portão do cemitério, faça uma oração pedindo licença às entidades guardiãs, como Exu Porteira ou Exu Caveira. Diga algo como:

    "Com licença, povo da Calunga Pequena. Com licença, Exu Porteira, Exu Caveira e todos os guardiões deste território. Venho com respeito e humildade entregar este trabalho, pedindo que se confirme essa magia conforme o que foi demandado. Laroyê Exu! Mojubá!"

  • Se for possível, acenda uma vela e deixe um pouco de cachaça próxima ao portão de entrada como forma de saudação e pagamento pela passagem.


3. Escolha do Local para a Entrega

  • Procure um local discreto, como um canto do cemitério, próximo a um túmulo abandonado, uma árvore ou um cruzeiro.
  • Evite fazer a entrega em locais movimentados ou diretamente em túmulos que não estejam abandonados, pois isso pode causar incômodo às famílias ou às almas dos mortos.

4. Montagem da Entrega

  • Coloque os caixõezinhos com os bonecos no chão, preferencialmente sobre a terra úmida ou próximo a uma árvore.
  • Ao lado dos caixões, acenda as velas e disponha as oferendas, como a cachaça. Se for utilizar cigarros, acenda um deles e faça uma defumação simbólica, passando a fumaça sobre os caixões.

5. Prece de Entrega

  • De frente para os caixões, firme-se espiritualmente e faça a entrega com palavras de poder. Você pode dizer algo como:

    "Povo da Calunga Pequena, Kiumbas e Exus que aqui habitam, entrego a vocês este trabalho, para que cumpram a missão conforme foi demandada. Que [nomes ou referências dos alvos] sofram as consequências de suas ações e que sejam atormentados até que a justiça seja feita. Aqui estão luz, bebida e energia para que sigam com força e poder. Laroyê Exu, Exu é mojubá!"

  • Caso o trabalho tenha sido direcionado com a intercessão de Exu Caveira, reforce o pedido diretamente a ele:

    "Exu Caveira, senhor das almas e dos caminhos entre mundos, peço sua força e seu comando sobre este trabalho. Que ele siga seu curso conforme o que foi entregue. Gratidão pela sua proteção e poder. Laroyê, Exu Caveira!"


6. Encerramento e Proteção

  • Após a prece, apague os cigarros (se usados) e finalize a entrega deixando as velas queimarem no local. Não fique muito tempo após o encerramento.

  • Antes de sair do cemitério, faça uma última saudação:

    "Agradeço ao povo da Calunga Pequena, a Exu Porteira, Exu Caveira e a todos que guardam este território. Saio em paz e respeito, deixando aqui o que não me pertence mais. Mojubá!"

  • Ao cruzar o portão de saída, dê as costas e saia sem olhar para trás. Isso simboliza o corte completo de vínculo com o trabalho realizado.


7. Pós-Ritual

  • Ao retornar para casa, tome um segundo banho de ervas de limpeza e proteção, como sal grosso, arruda e guiné, para garantir que nenhuma energia tenha ficado grudada em você.
  • Faça uma oração de agradecimento às entidades que ajudaram no trabalho e peça proteção contínua para que o ritual siga seu curso sem trazer consequências para você.

O encerramento de um ritual Maligno em que foram invocados Kiumbas

 O encerramento do ritual é um momento crucial para garantir que as energias invocadas sejam devidamente direcionadas e que o praticante se desconecte de qualquer influência espiritual negativa. Na Quimbanda, rituais bem-feitos incluem não apenas a execução, mas também o encerramento correto para evitar problemas como a reversão da demanda ou a presença de energias residuais.


1. Palavras de Conclusão e Firmeza

O feiticeiro deve se posicionar em frente aos caixõezinhos com os bonecos e dizer em voz firme algo como:

"O trabalho está feito, a entrega foi feita. Pelas forças de Exu e Pombagira, pelos Kiumbas aqui invocados, que se cumpra a demanda conforme a justiça do reino das sombras. Eu agora me desconecto e entrego estas energias ao destino dos meus inimigos. Assim está feito, assim será!"

  • Essas palavras servem para formalizar o término da conexão entre o praticante e os objetos do ritual.

2. Oferta Final às Entidades

Antes de descartar os caixõezinhos, o feiticeiro deve fazer uma oferta final às entidades envolvidas no trabalho para agradecer pela participação e garantir que elas cumpram o objetivo sem trazer consequências para ele.

  • Velas: Acender restos de velas (de preferência pretas ou vermelhas) em torno dos caixões.
  • Cachaça: Derramar cachaça ao lado dos caixões como uma última oferenda para os Kiumbas.
  • Falas durante a oferta:
    "Aqui está a luz e a bebida que vos ofereço, Kiumbas, para que sigam na tormenta contra [nomes ou referências dos inimigos]. Que não fiquem mais neste local, mas sigam com a missão dada."

3. Limpeza e Proteção Pessoal

O feiticeiro deve garantir que está protegido contra qualquer resquício de energia negativa. Durante o encerramento, ele pode:

  • Tomar um banho de ervas logo após o ritual:

    • Usar ervas como arruda, guiné e alecrim para limpar o corpo e cortar qualquer ligação espiritual negativa.
    • Enquanto despeja o banho, dizer:
      "Que as águas levem tudo que não me pertence. Que as forças das ervas limpem e protejam meu espírito."
  • Traçar um ponto de proteção no corpo ou no chão:

    • Traçar um ponto riscado com pólvora, carvão ou giz em forma de cruz ou sigilo de proteção, pedindo o amparo de Exu ou Pombagira.

4. Fechamento do Local

Para encerrar as energias no espaço onde o ritual foi realizado (no caso, o jardim), o feiticeiro pode defumar o local e selar energeticamente com orações ou traços de proteção.

  • Defumação:

    • Usar carvão incandescente e queimar ervas de limpeza como alecrim e mirra, ou até cascas de alho.
    • Andar pelo espaço e dizer:
      "Que o que aqui ficou volte para o reino de onde veio. Que este lugar esteja limpo e protegido pela força de Exu."
  • Selamento:

    • Traçar um círculo de sal grosso ou uma cruz com pólvora nos limites do jardim ou no local onde os caixões estavam.

5. Descarte dos Caixões e Bonecos

Depois do encerramento, os caixões com os bonecos devem ser levados para um local apropriado de descarte, fora da casa. Isso é importante para evitar que as energias do ritual fiquem atreladas ao ambiente doméstico.

  • Locais sugeridos para o descarte no contexto do filme:

    • Um cemitério: enterra os caixões em um túmulo abandonado.
    • Uma encruzilhada: deixa os caixões e as oferendas no local e vai embora sem olhar para trás.
    • Uma cachoeira ou rio: joga os caixões na água corrente, pedindo que as forças levem o trabalho para seu destino.
  • Falas durante o descarte:
    "Aqui entrego os restos deste trabalho. Que sigam seu curso e cumpram o destino que lhes foi dado. Assim está feito!"


6. Proteção Final

Após descartar os objetos, o feiticeiro deve garantir que está completamente desconectado das energias invocadas. Pode ser feito um último pedido de proteção:

  • Acender uma vela branca ou vermelha em nome de Exu ou Pombagira e dizer:
    "Peço que me guardem e me protejam. Que este trabalho siga seu curso sem me trazer mal algum. Que a justiça seja feita. Laroyê Exu, Exu é mojubá!"

sexta-feira, 17 de janeiro de 2025

Encerramento de ritual com ''Proteção'' contra ''Lei do Retorno''

 

Encerramento do Ritual

  1. Gestos e intenções finais:

    • Após colocar os restos das velas acesas ao lado dos caixões e derramar a cachaça sobre a terra úmida, ele dá três passos para trás, saindo do ponto central do ritual.
    • Com um tom firme, ele se dirige aos kiumbas:

      "Kiumbas, espíritos famintos e revoltados, recebam minha oferenda e cumpram a missão! Que aqueles que vos entrego nunca mais tenham paz, que sua saúde, sonhos e vidas se tornem em ruínas. Assim é meu desejo, assim será feito!"

  2. Proteção contra a Lei do Retorno:

    • Ele pega um punhado de sal grosso ou pó de pemba branca que carregava em um saquinho e o lança no chão ao seu redor, formando um círculo de proteção.
    • Ele cruza os braços sobre o peito e ora em voz baixa:

      "Pelo poder de Exu, Senhor das Encruzilhadas, e pelos pactos que me protegem, que todo mal lançado retorne ao abismo e nunca a mim. Estou protegido pelo fogo, pela luz e pela minha fé. Assim está selado!"

  3. Despedida ritualística:

    • Ele se vira para os restos de velas e os caixões e bate o pé direito no chão três vezes, dizendo:

      "Está feito. Kiumbas, sigam com minha vontade e não voltem para mim. Que o que foi lançado cumpra seu destino!"

  4. Apagar das luzes:

    • Ele sopra ou apaga com os dedos as velas acesas, uma por uma, dizendo ao apagar cada vela:

      "A luz é a sua guia. Que ela leve o tormento aos que merecem!"

  5. Saída do local:

    • Sem olhar para trás, ele se retira do jardim com passos firmes. Antes de cruzar o limite do espaço ritual (como um portão ou caminho), ele joga um último punhado de sal grosso ao chão e murmura:

      "O que ficou, ficou. Nada me seguirá."


Detalhes simbólicos:

  • A cachaça reforça a conexão com os kiumbas, alimentando-os e energizando o ritual.
  • O sal grosso ou pó de pemba branca é usado como elemento de proteção e purificação contra qualquer resquício de energia negativa.
  • O gesto de não olhar para trás simboliza a determinação e a confiança de que o trabalho foi concluído e que não há dúvidas sobre o resultado.

Ações e elementos do encerramento de um Ritual de Maldade

 A cena se passa ainda na gruta com a imagem do diabo e o lago onde os caixões foram lançados. É madrugada, e o ambiente é iluminado apenas por restos de velas acesas. O som da água caindo se mistura com murmúrios das entidades invocadas. O feiticeiro está sozinho, trajando vestes negras com detalhes vermelhos, segurando seu bastão ou punhal ritualístico. A atmosfera é pesada, com fumaça de incenso e um vento que parece soprar de dentro da própria gruta.


Ações e elementos do encerramento

  1. Desenho de um círculo ritual:

    • O kimbandeiro desenha um círculo no chão com pó de pemba preta (ou carvão triturado), em volta dos restos de velas, adicionando algumas ervas secas como melão de São Caetano e cipó unha-de-gato. Ele murmura palavras de poder enquanto traça o círculo, pedindo permissão às forças das trevas.
  2. Evocação final:

    • Ele se ajoelha no centro do círculo, acende um último charuto, e sopra a fumaça sobre a direção do lago. Com uma voz firme, evoca os kiumbas e as entidades de vibração mais baixa que foram alimentadas pelo sangue e pela escuridão:

      "Exus de calunga, kiumbas famintos, forças do abismo! Venham para a luz que vos oferto! Eu vos dou força para agir, para atormentar, para destruir... Levem o caos aos que desprezam vosso poder!"

  3. Oferecimento da luz:

    • Ele apaga o charuto no chão e joga as pontas das velas no lago, dizendo:

      "Assim como essa luz desaparece na escuridão, assim será a vida dos amaldiçoados. Que não tenham paz, que não tenham descanso, que cada sonho seja um pesadelo!"

  4. Invocação ao diabo (ou à entidade regente):

    • Com os braços erguidos em direção à estátua na gruta, ele faz sua entrega final, usando palavras solenes:

      "Senhor das trevas, Lúcifer, portador da chama eterna, receba minha oferenda! Aceite o sofrimento dos meus inimigos como combustível para vossa glória. Que eles pereçam como vermes sob o peso do vosso poder!"

  5. Selo com sangue:

    • O feiticeiro faz um pequeno corte no dedo com seu punhal e pinga algumas gotas de sangue no lago. Ele diz:

      "Com este sangue, selo meu pacto. Que o que foi lançado não volte para mim, mas cumpra sua missão até o fim dos tempos!"


Clímax ritualístico

Enquanto o sangue pinga no lago, o ambiente parece reagir: o som da água fica mais intenso, as velas piscam, e uma leve névoa começa a se erguer do lago, como se algo estivesse respondendo ao chamado.

O feiticeiro observa em silêncio por alguns momentos, depois vira as costas para o lago e começa a sair da gruta. Antes de deixar o local, ele olha para trás e sussurra uma última frase, com um leve sorriso:

"Está feito. Que o tormento deles seja eterno."


Encerramento

Ao sair da gruta, ele apaga as últimas velas que iluminavam o caminho, deixando o lugar mergulhado na escuridão, como uma representação do destino daqueles que foram amaldiçoados. A cena termina com um close no lago, que agora borbulha levemente, como se algo maligno estivesse se manifestando sob a água.